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29 maio 2017

Dia Mundial sem Tabaco 2017 vai alertar para os danos ao desenvolvimento causados pela produção de fumo

É possível combinar tabaco e desenvolvimento? Para a Organização Mundial da Saúde (OMS) e diversos organismo internacionais em Saúde no mundo, a resposta é não. Por isso mesmo, o tema da campanha deste ano do Dia Mundial sem Tabaco, celebrado em 31 de maio, será Tabaco: uma ameaça ao desenvolvimento. No Brasil, a campanha é [...]

 Foto Reprodução: INCA

É possível combinar tabaco e desenvolvimento? Para a Organização Mundial da Saúde (OMS) e diversos organismo internacionais em Saúde no mundo, a resposta é não. Por isso mesmo, o tema da campanha deste ano do Dia Mundial sem Tabaco, celebrado em 31 de maio, será Tabaco: uma ameaça ao desenvolvimento. No Brasil, a campanha é coordenada pelo INCA, que ocupa a Secretaria Executiva da Comissão Nacional para a Implementação da Convenção-Quadro para o Controle do Tabaco (Conicq). A comissão elaborou uma nota técnica com argumentos científicos na defesa do tema em âmbito nacional.

Além dos danos à saúde pública, a produção e o consumo de produtos do tabaco geram importantes impactos socioambientais pouco conhecidos pela população, como o uso de lenha para aquecer as estufas que secam as folhas de tabaco que serão utilizadas na fabricação de cigarros, o que leva ao desmatamento e ao desequilíbrio da biodiversidade em tempos de severas mudanças climáticas.

No Brasil, estudo sobre impacto econômico do tabagismo no sistema brasileiro de saúde, revelou que em 2011 foram gastos R$ 23 bilhões com o tratamento de algumas das mais de 50 doenças tabaco-relacionadas. De outro lado, a arrecadação com impostos sobre cigarros (produto de tabaco mais consumido) recolhidos naquele ano foi da ordem de R$ 6 bilhões. Mas o custo do tabagismo no Brasil avaliado pela pesquisa ainda está subestimado: não incluiu o custo gerado pelo absenteísmo, perda de produtividade, despesas das famílias dentre outros gastos indiretos relacionados ao tabaco. Por isso, durante as atividades do Dia Mundial sem Tabaco, está prevista a divulgação de novo estudo com dados atualizados sobre o impacto econômico do tabagismo no Brasil, incluindo custos com perda de produtividade.

Mortes

A epidemia global do tabaco mata quase 6 milhões de pessoas por ano, das quais mais de 600 mil são não fumantes, vítimas do fumo passivo. Sem alterações de cenário, estão previstas mais de 8 milhões de mortes por ano a partir de 2030. Mais de 80% dessas mortes evitáveis atingirão pessoas que vivem em países de baixa e média renda.

Para auxiliar na contenção do problemas, os objetivos da campanha este ano são: dar visibilidade ao tabagismo como um entrave para o desenvolvimento sustentável; incentivar os países a incluírem o controle do tabagismo nas suas respostas nacionais alinhadas à Agenda 2030 para o desenvolvimento sustentável (conjunto de programas, ações e diretrizes que orientarão os trabalhos das Nações Unidas e de seus países membros rumo ao desenvolvimento sustentável); apoiar os estados-membros e a sociedade civil no enfrentamento da interferência da indústria do tabaco nos processos políticos que buscam reduzir o tabagismo; incentivar a participação de parceiros e da população nos esforços nacionais, regionais e globais para desenvolver e implementar planos e estratégias que priorizem as ações de controle do tabagismo; e demonstrar como os indivíduos podem contribuir para fazer um mundo sustentável, livre de tabaco, comprometendo-se a nunca usar os produtos de tabaco, ou abandonar o tabagismo.

Brasil

Entre os objetivos específicos do Brasil estão o estímulo aos coordenadores estaduais e a sociedade civil organizada para que pressionem gestores estaduais na defesa do aumento do ICMS sobre cigarros. A ideia é que parte dessa arrecadação seja destinada ao financiamento das ações estaduais para o controle do tabaco e para as instituições voltadas para o tratamento do câncer. A campanha também quer fortalecer a parceria com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ao apoiar o lançamento das novas imagens de advertência dos produtos do tabaco em desenvolvimento pela Anvisa com previsão de entrega no final de maio, dado o prazo legal que a indústria tem para substituir as antigas.

Há ainda várias denúncias sobre violação dos direitos humanos relacionadas ao trabalho infantil e trabalho penoso nas lavouras de fumo, e estudos comprovando danos à saúde do trabalhador, decorrentes da doença da folha do tabaco (intoxicação aguda pela nicotina absorvida pela pele durante a colheita) e do uso intensivo de agrotóxicos que causam, nos fumicultores e familiares, agravos como neurites crônicas incapacitantes, depressão e suicídios.

Número de casos foi alto em 2016

Em 2016, houve 12.174 casos confirmados de síndrome respiratória aguda grave (SRAG) por influenza no país. A SRAG é uma complicação da gripe. Houve ainda 2.220 mortes, número alto em comparação a anos anteriores. Do total de óbitos, a maioria (1.982) foi por influenza A/H1N1. Este foi o maior número de mortes por H1N1 desde a pandemia de 2009, quando 2.060 pessoas morreram em decorrência do vírus no Brasil.

“http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/agencianoticias/site/home/noticias/2017/dia_mundial_sem_tabaco_2017_vai_alertar_para_os_danos_ao_desenvolvimento_causados_pela_producao_de_fumo”

 

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